A Kalshi alcançou avaliação de US$ 40 bilhões após concluir uma rodada de US$ 1 bilhão, superando a Polymarket, conforme confirmou o cofundador e presidente-executivo Tarek Mansour em entrevista na noite de quarta-feira (29/10). A captação elevou o valor da plataforma de mercados de previsão.
Segundo o The New York Times, a operação teve liderança da Sequoia Capital e da Wellington Management. Classificada como Série G, a rodada colocou a Kalshi acima da principal concorrente em valor de mercado.
A plataforma foi cofundada pela brasileira Luana Lopes Lara, de 29 anos.
A Série G é vista como a última rodada antes de uma eventual abertura de capital. Mansour não confirmou quando, nem mesmo se, a empresa realizará um IPO, sigla em inglês para Oferta Pública Inicial. O executivo afirmou apenas que houve discussões sobre a possibilidade.
A nova avaliação quase dobrou o valor registrado na rodada anterior, realizada em maio de 2026, quando a Kalshi foi avaliada em US$ 22 bilhões. A Polymarket, por sua vez, finalizava em agosto uma captação liderada pela 1789 Capital, empresa de capital de risco de Donald Trump Jr., que avaliava a rival em US$ 21 bilhões.
Trump também atua como consultor remunerado da Kalshi. A rodada Série G contou ainda com Baillie Gifford, Morgan Stanley Investment Management, Coatue Management e Andreessen Horowitz, além das empresas que lideraram a operação.
Disputas regulatórias chegam a mais de uma dezena de estados
A Kalshi enfrenta contestações jurídicas em mais de uma dezena de estados americanos. Os governos estaduais recorreram à Justiça para exigir que as plataformas de mercados de previsão sigam as legislações locais sobre jogos de azar.
A empresa sustenta que está submetida à jurisdição federal, pois opera como uma ferramenta financeira. A posição coloca a Kalshi em conflito com os estados que defendem a aplicação das normas estaduais ao funcionamento dessas plataformas.
Mansour citou como paralelo o debate de décadas envolvendo os contratos futuros de grãos. Esse mercado também passou por disputas entre a regulação federal e a estadual, segundo o executivo.
Investidores afirmam que os desafios regulatórios já foram incorporados à avaliação da empresa e eram esperados na nova rodada de captação.
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