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República Dominicana aprova lei de jogos de azar e dá um ano para operadores se adequarem

A República Dominicana aprovou no Congresso, em 25 de setembro de 2026, uma lei de jogos de azar que dá aos operadores um ano para se adequarem ao regime. A medida aguarda promulgação pelo Poder Executivo e prevê exigências regulatórias, tecnológicas e de conformidade mais amplas.

A advogada e especialista Yamile Gutiérrez classificou o regime de sanções como uma das mudanças que mais exigirão atenção dos operadores. Para ela, obter uma licença deixará de ser suficiente: as empresas terão de manter conformidade permanente durante todo o período de validade da autorização.

Prazo de um ano inclui documentos, plataformas e loterias eletrônicas

Os operadores atuais terão 12 meses para regularizar sua situação, atualizar documentos e conectar suas plataformas tecnológicas ao novo sistema. No mesmo prazo, as concessionárias de loteria eletrônica que mantêm contratos com o Estado deverão substituí-los por uma nova licença.

A estrutura de fiscalização também será modificada com a criação da Dirección General de Juegos de Azar (DGJA), definida como uma entidade autônoma. O novo marco exigirá informações mais detalhadas e supervisão sobre acionistas, administradores e beneficiários finais das empresas.

As apostas online passarão a seguir um regime de licenciamento acompanhado de controles rigorosos para impedir operações não autorizadas. A proposta ainda estabelece períodos diferentes para as licenças: três anos para bingos; cinco anos para bancas de loteria, jogos virtuais e agências hípicas; e dez anos para cassinos, bancas esportivas, licenças de máquinas caça-níqueis e jogos de azar pela internet.

Também estão previstas medidas de jogo responsável, com proteção a menores de idade e ações de prevenção de dependências. Os estabelecimentos deverão exibir avisos obrigatórios relacionados a essas medidas.

Especialista pede diagnóstico antes da entrada do novo regime

Gutiérrez recomendou que os operadores iniciem imediatamente uma revisão dos processos internos para identificar os ajustes necessários. Segundo a especialista, este é o momento para cada empresa realizar um diagnóstico regulatório antes que as novas exigências entrem plenamente em aplicação.

Ela afirmou que não haverá uma transformação efetiva enquanto cumprir a lei for mais caro do que descumpri-la. Na avaliação apresentada, quem estiver em conformidade poderá operar, enquanto os responsáveis por violações estarão sujeitos a consequências.

De acordo com o conteúdo do projeto, as penalidades poderão variar de multas administrativas a penas de prisão de até dez anos para diretores e acionistas em determinados casos.

Saiba mais na fonte original.

João das Bets

"Sou um escritor movido pela paixão por tecnologia, apostas e inteligência artificial. Adoro explorar e compartilhar conhecimentos, traduzindo ideias complexas em conteúdo acessível e inspirador. Sempre em busca de novas formas de conectar pessoas com inovação."

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