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Lula é responsabilizado pela expansão das apostas online por 18% dos eleitores, aponta pesquisa da Folha

Contexto da pesquisa e da regulamentação das apostas

Uma pesquisa divulgada pela Folha de S.Paulo aponta que 18% dos eleitores atribuem ao governo Lula a responsabilidade pela expansão das apostas online, em parte decorrente da regulamentação. O levantamento, realizado pela More in Common em parceria com o Ipsos-Ipec, mede o impacto das apostas na opinião pública e aponta também que 33% responsabilizam as duas gestões e 35% não imputam culpa a nenhuma. A divulgação reforça o papel da regulamentação como tema central da discussão política, sem necessariamente definir o voto de cada eleitor. texto ancora relevante.

Responsabilização por segmento eleitoral

Ao segmentar por eleitorado, a pesquisa mostra que 14% dos eleitores que apoiam Lula atribuem a gestão petista a responsabilidade pela expansão das apostas, enquanto 8% apontam Bolsonaro. Entre eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), 28% culpam Lula pela expansão das apostas, 3% apontam Bolsonaro. A maior parte desse grupo, no entanto, fragmenta a responsabilidade, com 34% responsabilizando as duas gestões, 28% isentando ambas e 7% sem resposta. Entre eleitores de outros candidatos, brancos ou nulos, 15% atribuem a culpa à gestão petista, 2% a Bolsonaro; 42% responsabilizam as duas gestões e 32% não imputam culpa a nenhuma.

Essa distribuição evidencia como as percepções sobre a regulamentação das apostas se acomodam de modo distinto conforme a afinidade eleitoral, reforçando que o tema tem peso no discurso público, mas não determina, isoladamente, a decisão de voto de grande parte da população.

Histórico da regulamentação

A legalização das apostas online no Brasil antecede os governos citados na pesquisa. Em julho de 2018, o então presidente Michel Temer editou uma medida provisória que abriu caminho para as apostas. A medida foi convertida na lei 13.756 em 12 de dezembro de 2018, às vésperas da posse de Bolsonaro. A norma determinava que a regulamentação das atividades ocorresse em até quatro anos, prazo que não foi cumprido pelo governo Bolsonaro. As apostas operaram durante esse período de forma legal, mas sem regras específicas. Em dezembro de 2023, já no governo Lula 3, a lei 14.790 foi sancionada com normas específicas para a modalidade lotérica denominada apostas de quota fixa. Este tipo de desdobramento também é discutido em contextos de patrocínio esportivo e de debates sobre a influência de atores externos, como indicado por texto ancora relevante e texto ancora relevante. Pablo Ortellado, professor da USP e diretor da More in Common, comenta que “A gente viveu o pior dos mundos, em que as apostas esportivas eram legais, mas não tinham que cumprir regra nenhuma. Diante desse cenário, o governo Lula resolveu regulamentar e pagou um preço, que é ser identificado como mais responsável que Bolsonaro, inclusive entre os seus próprios eleitores.”

Questionado sobre se o ônus deveria recair mais sobre a regulamentação de Lula do que sobre a omissão de Bolsonaro, Ortellado avaliou que o fenômeno “mistura muitas coisas”, incluindo a facilidade com que a tecnologia atual viabiliza o acesso às apostas online.

Bets e decisão de voto

Para 58% dos entrevistados, a posição de um candidato sobre a restrição de apostas não afetaria a decisão de voto. Outros 12% disseram que apoiar a limitação das apostas os afastaria do candidato, e 7% não souberam responder. Somados, esses grupos representam 70% dos entrevistados para quem o discurso contra as plataformas de apostas não define a escolha eleitoral. Apoiar a restrição das apostas tenderia a favorecer candidatos para apenas 24% dos entrevistados. Esse padrão se manteve estável em todas as segmentações analisadas, incluindo gênero, idade, escolaridade, renda familiar, raça, religião e intenção de voto. As variações numéricas de todos esses grupos em relação ao dado geral ficaram dentro das respectivas margens de erro.

Saiba mais na fonte original.

João das Bets

"Sou um escritor movido pela paixão por tecnologia, apostas e inteligência artificial. Adoro explorar e compartilhar conhecimentos, traduzindo ideias complexas em conteúdo acessível e inspirador. Sempre em busca de novas formas de conectar pessoas com inovação."

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